Márcia Copetti
Psicóloga CRP-07/13277
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O modelo teórico cognitivo-comportamental propõe a hipótese de que nossas emoções e comportamentos são influenciados pela maneira de como percebemos e interpretamos os eventos; propõe ainda, que o pensamento disfuncional ou distorcido seja comumente apresentado nos distúrbios psicoógicos.
A psicopatologia é resultante de significados maladaptativos que o sujeito constrói em relação a si, ao contexto ambiental (experiência) e ao futuro (objetivos), que juntos formam a tríade cognitiva.
Na ansiedade, a visão de si é vista como inadequada (devido a recursos deficientes), o contexto é considerado perigoso e o futuro parece incerto.
Já na depressão, todos os três componentes são interpretados negativamente.
Os distúrbios de ansiedade são consequencias das estratégias de sobrevivência - em uma avaliação cognitiva de perigo o corpo se prepara, através do sistema nervoso autónomo, para: luta, fuga, paralisação ou desmaio.
Essa preparação éenvolvida pela aceleração dos batimentos cardíacos, a fim de elevar o fluxo de oxigênio corporal, pelo aumento da transpiração para esfriar o corpo e pela resposta de tensão muscular para preparar a ação.
São sensações normais e esperadas quando o indivíduo se ver à frente de uma ameaça real.
Um sujeito com transtornos de ansiedade sofre a ansiedade e tem as reações psicológicas que a acompanham, mesmo quando não se depara com uma ameaça objetiva; podendo o indivduo perceber situaçõs inócuas como perigosas, além de subestimar sua própria capacidade de interpretação e, consequentemente, de ação.
A pessoa ansiosa cria imagens fortes o suficiente para induzir sintomas fisiológicos de ansiedade.
Esses sintomas propiciam a inibição ou a interferência de suas estratégias de enfrentamento, levando o sujeito a subestimar seus recursos pessoais para lidar com as situações consideradas perigosas.
Na distorção dos acontecimentos inofensivos, o sujeito ansioso exagera o potencial de dano e tem pensamentos ou imagens recorrentes de prejuízo fásico ou psicológico.
O modelo teórico cognitivo-comportamental considera a cognição como a chave para os transtornos psicológicos, pois a cognição é a função que envolve deduções (pensamentos) sobre a experência singular do indivíduo e sobre a ocorrência e o controle de sua percepção dos eventos.
Através de registros de pensamentos, usados na terapia cognitivo-comportamental, as crenças não verdadeiras e os pensamentos distorcidos podem ser modificados pelo acesso a pensamentos alternativos e compensatórios, desenvolvendo-se novas crenças, facilitando a mudança dos estados de humor e do comportamento. |
Autor |
| Márcia Copetti |
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