-- Temas Acadêmicos de Psicologia --

- Aqui estão alguns Temas do mundo da psicologia,
que podem ser úteis para qualquer pessoa.



- Artigos:

-Acupuntura: Tratamento natural, milenar e científico.
-Alimentação: fracione, organize, equilibre!
-Ansiedade
-Ansiedade de Desempenho no Esporte
-Ansiedade de desempenho no vestibular
-Ansiedade e medo de dirigir
-Ansiedade e Terapia Cognitivo-Comportamental
-Assertividade
-Colecionismo
-Como iniciar uma conversação?
-Como lidar com a raiva
-Compulsão ao Jogo
-Depressão não é só Tristeza
-Disfunções Sexuais
-Efeitos das Emoções Positivas
-Felicidade
-Felicidade Autêntica
-Mas, o que é auto-estima?
-Medo de Voar de Avião
-Medo do tratamento Odontológico
-Nutricionista Adriana Lauffer
-O Medo de Errar
-Perdoar faz bem
-Perfeccionismo: escravidão pela perfeição e oposição à  frustração
-Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
-Transtorno do Comer Compulsivo
-Tratamento do Tabagismo
 

- Artigos:

- >Ansiedade -

->A ansiedade é inerente ao ser humano, é uma reação psicofisiológica de alerta frente a algum perigo ou ameaça.

A ansiedade pode ser normal ou patológica, leve ou grave, prejudicial ou benéfica, episódica ou persistente, causada orgânica ou psicologicamente, ocorrida sozinha ou em co-morbidade (com outras doenças), podendo afetar ou não a percepção e a memória.

A ansiedade é uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou de origem conflituosa. É uma sensação difusa e por vezes, vaga de apreensão, podendo ser acompanhada por uma ou mais sensações somáticas, tais como inquietação, perspiração, aperto no tórax, desconforto abdominal, aceleração cardíaca e ou respiratória, necessidade de evacuar e urgência urinária. Os sintomas variam entre as pessoas. Quando considerada apenas como um sinal de alerta, a ansiedade tem qualidades de preservação da vida, proporcionando a evitação de danos, alertando o sujeito quanto às ações, preventivas ou não, frente aos perigos.

No paradigma básico da biologia contemporânea, a ansiedade é uma resposta emocional relacionada com o medo, que abrange um conjunto de reações – cognitivas, sensório-perceptivas, comportamentais, endócrinas e neurovegetativas – desencadeadas por estímulos ambientais, os quais sinalizam perigo de dano iminente à integridade ou à vida do organismo, favorecendo os aspectos adaptativos da sobrevivência do indivíduo e da espécie. O medo é fundamental para evitar a extinção de qualquer espécie animal e possui um enorme poder motivacional que, quando apresentado, encobre temporariamente outra motivações vitais – como a fome e o apetite sexual -, altera o sono e diminui a dor.

O ser humano prosperou a capacidade de criar e manipular instrumentos e desenvolveu a linguagem e o uso da palavra, proporcionando uma história cultural que se sobrepõe à evolução biológica; por isso, a espécie humana mostra outras formas de ansiedade para as quais não existe em modelos animais, nem em tratamentos farmacológicos, tais como, sugerem Graeff & Brandão, nas questões relacionadas com a ansiedade existencial advindas do autoconhecimento e da certeza da morte. Segundo esses autores, devido à precariedade do conhecimento a respeito do cérebro, talvez seja possível que chamemos de ansiedade (a análise fenomenológica distingue em apreensão, medo, pânico e ansiedade) manifestações diversas entre si, as quais possuem diferentes substratos neurais.

Autor/ Fonte
Márcia Copetti / Márcia Copetti






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