-- Temas Acadêmicos de Psicologia --

- Aqui estão alguns Temas do mundo da psicologia,
que podem ser úteis para qualquer pessoa.



- Artigos:

-Acupuntura: Tratamento natural, milenar e científico.
-Alimentação: fracione, organize, equilibre!
-Ansiedade
-Ansiedade de Desempenho no Esporte
-Ansiedade de desempenho no vestibular
-Ansiedade e medo de dirigir
-Ansiedade e Terapia Cognitivo-Comportamental
-Assertividade
-Colecionismo
-Como iniciar uma conversação?
-Como lidar com a raiva
-Compulsão ao Jogo
-Depressão não é só Tristeza
-Disfunções Sexuais
-Efeitos das Emoções Positivas
-Felicidade
-Felicidade Autêntica
-Mas, o que é auto-estima?
-Medo de Voar de Avião
-Medo do tratamento Odontológico
-Nutricionista Adriana Lauffer
-O Medo de Errar
-Perdoar faz bem
-Perfeccionismo: escravidão pela perfeição e oposição à  frustração
-Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
-Transtorno do Comer Compulsivo
-Tratamento do Tabagismo
 

- Artigos:

- >Ansiedade de Desempenho no Esporte -

->A ansiedade é inerente ao ser humano, é uma reação psicofisiológica de alerta frente a algum perigo ou ameaça. A ansiedade pode ser normal ou patológica, leve ou grave, prejudicial ou benéfica, episódica ou persistente, causada orgânica ou psicologicamente, ocorrida sozinha ou em co-morbidade, podendo afetar ou não a percepção e a memória (Lewis, 1979).

Ansiedade e o Modelo Cognitivo-comportamental

O modelo cognitivo propõe que as emoções e comportamentos dos seres humanos são influenciados pela maneira de como percebemos e interpretamos os eventos (Beck, 1997).

“Então, o modo como as pessoas se sentem está associado ao modo como elas interpretam e pensam sobre uma situação. A situação em si não determina diretamente como eles sentem; sua resposta emocional é intermediada por sua percepção da situação... Em termos cognitivos, quando pensamentos disfuncionais são sujeitos à reflexão racional, nossas emoções, em geral, mudam.” (Beck, 1997)

Segundo Freeman & Dattilio (1998), as reações de ansiedade são conseqüências das estratégias de sobrevivência - em uma avaliação cognitiva de perigo o corpo se prepara, através do sistema nervoso autônomoi, para: luta, fuga, paralisação ou desmaio. Essa preparação é envolvida pela aceleração dos batimentos cardíacos, a fim de elevar o fluxo de oxigênio corporal, pelo aumento da transpiração para esfriar o corpo e pela resposta de tensão muscular para preparar a ação. São sensações normais e esperadas quando o indivíduo se vê à frente de uma ameaça real.

Porém, segundo os autores, um sujeito com transtornos de ansiedade sofre a ansiedade e tem as reações psicológicas que a acompanham, mesmo quando não se depara com uma ameaça objetiva; podendo o indivíduo perceber situações inócuas como perigosas, além de subestimar sua própria capacidade de interpretação e, conseqüentemente, de ação. A pessoa ansiosa cria imagens fortes o suficiente para induzir sintomas fisiológicos de ansiedade. Seus sintomas propiciam a inibição ou a interferência de suas estratégias de enfrentamento, levando a um grande prejuízo do mecanismo de feedback, o qual é vital para o indivíduo enfrentar uma situação. Na distorção dos acontecimentos inócuos, o sujeito ansioso exagera o potencial de dano e tem pensamentos ou imagens recorrentes de prejuízo físico ou psicológico (Freeman & Dattilio, 1998).

Ansiedade no Esporte

No esporte, a ansiedade é um estado emocional negativo, com sentimentos de nervosismo, preocupação e apreensão. A ansiedade esportiva tem aspectos cognitivos e somáticos que dependem do perfil psicológico da personalidade e/ou do estado psicológico (característica situacional, p.ex. momento da competição). Emoções como as ansiedades-estado cognitiva e somática, estão relacionadas com o desempenho. A ansiedade influencia o desempenho induzindo mudanças na atenção e na concentração, e aumenta a tensão muscular.

Professores e técnicos podem ajudar os atletas a controlarem a ansiedade, criando um ambiente positivo e uma orientação produtiva em relação a erros e derrotas de uma forma efetiva, considerando alguns aspectos de controle de estresse:
Identificar a combinação ideal de emoções necessárias para o melhor desempenho;
Reconhecer como fatores pessoais e situacionais interagem para influenciar a ansiedade e o desempenho;
Adaptar o treinamento e as práticas de instrução aos indivíduos e
Desenvolver a confiança nos participantes para ajudá–los a lidar com o estresse e a ansiedade em níveis mais elevados.

Teoria Multidimensional de Ansiedade de Martens

A Teoria Multidimensional de Ansiedade de Martens (1990) pressupõe que a ansiedade competitiva compreende duas áreas distintas: a cognitiva e a somática, e ambas produzem efeitos na performance. A área cognitiva da ansiedade está definida como as expectativas e preocupações negativas a respeito da habilidade, do desempenho e das possíveis conseqüências de resultados ruins. A área somática evidencia os efeitos psicofisiológicos resultantes no corpo do competidor. A autoconfiança (envolve aspectos cognitivos - pensamentos e crenças - da ansiedade-traço) é a convicção em que o atleta tem a respeito de seu potencial, do resultado de êxito de seu desempenho e das crenças sobre suas possibilidades e recursos próprios para enfrentar as situações (McNally, 2004).

Ansiedade de Desempenho e Perfeccionismo

O atleta que apresenta ansiedade de desempenho sente um grau elevadíssimo de ansiedade só de pensar em competir, podendo atingir dimensões insuperáveis, já que possui uma imagem distorcida de si mesmo, de seu potencial. Há um aspecto perfeccionista no comportamento global dos sujeitos que apresentam ansiedade de desempenho, possuindo geralmente, uma auto-exigência exagerada e uma elevada preocupação com os resultados, além da dificuldade de enfrentarem críticas. O perfeccionismo está relacionado com o desempenho de alguma função, tal como a prática esportiva e numa versão mais patológica, o medo da competição pode caracterizar-se como ansiedade de desempenho:

“Ao observarmos a relação de um perfeccionista com o mundo percebemos que seus pensamentos são bastante distorcidos. Ele confunde o fazer o melhor que pode com o fazer o melhor que existe.” (Bellina, 2001)

Relembrar o erro faz parte do repertório comportamental do perfeccionista de desempenho, o qual não faz um exame do fracasso com o escopo de aprendizagem, mas pelo contrário, o sujeito revive cada etapa com sofrimento, recriminando-se e punindo-se, levando ao afastamento, por medo de errar, da situação que o levou ao erro (Bellina, 2001).

Autor/ Fonte
Psicóloga Márcia Copetti
CRP-07/13277 fone 9701 9553
www.marciacopetti.com.br
contato@marciacopetti.com.br
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