-- Temas Acadêmicos de Psicologia --

- Aqui estão alguns Temas do mundo da psicologia,
que podem ser úteis para qualquer pessoa.



- Artigos:

-Acupuntura: Tratamento natural, milenar e científico.
-Alimentação: fracione, organize, equilibre!
-Ansiedade
-Ansiedade de Desempenho no Esporte
-Ansiedade de desempenho no vestibular
-Ansiedade e medo de dirigir
-Ansiedade e Terapia Cognitivo-Comportamental
-Assertividade
-Colecionismo
-Como iniciar uma conversação?
-Como lidar com a raiva
-Compulsão ao Jogo
-Depressão não é só Tristeza
-Disfunções Sexuais
-Efeitos das Emoções Positivas
-Felicidade
-Felicidade Autêntica
-Mas, o que é auto-estima?
-Medo de Voar de Avião
-Medo do tratamento Odontológico
-Nutricionista Adriana Lauffer
-O Medo de Errar
-Perdoar faz bem
-Perfeccionismo: escravidão pela perfeição e oposição à  frustração
-Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
-Transtorno do Comer Compulsivo
-Tratamento do Tabagismo
 

- Artigos:

- >Perfeccionismo: escravidão pela perfeição e oposição à  frustração -

->O psiquiatra argentino Hugo Marietán (www.saudenainternet.com.br/ menssana/menssana_16a.shtml ) define a pessoa perfeccionista como aquela que esforça-se em melhorar o êxito de seu objetivo seguindo um padrão ideal. São pessoas que tendem a dar uma importância exagerada a tudo e nunca se sentem satisfeitas. Ocupam-se mais do que necessário em pequenas tarefas e tendem a ficar com a sensação de que poderiam ter feito ainda melhor.

Na maioria das vezes, conseguem seu objetivo, porém a energia e o tempo gastos para alcançá-lo são sufocantes. "São detalhistas, meticulosos e caprichosos frente ao que desejam aperfeiçoar. Quando alguma coisa fracassa surge a frustração, sentimento que não toleram e que os faz cair numa crise de tristeza, agressividade e culpa”, afirma Marietán.

O perfeccionismo pode estar ligado à arrogância e ao medo de errar. Então, para o perfeccionista tudo deve ser perfeito, não admite o erro, a mudança. Geralmente, defende sua posição analisando somente a dicotomia perfeição-displicência. Para ele, não existe meio termo, ou se é perfeito em tudo o que se faz, ou se é totalmente displicente, negligente e despreocupado. Não raro, está mais preocupado em manter as aparências, em se mostrar superior do que com o resultado em si.

 Outro aspecto negativo legado ao perfeccionismo é a procrastinação, desculpas e explicações lógicas são criadas para adiar algo que já está pronto para começar.

O perfeccionista jamais admitirá que sua verdadeira preocupação é com a opinião alheia, há um medo de que suas falhas sejam expostas, de que descubram que ele é tão normal quanto qualquer ser humano.

O perfeccionista espera que todos ao redor sejam perfeitos e se incomoda quando não consegue aplicar aos outros suas regras de disciplina. As pessoas de seu convívio, muitas vezes, não conhecem suas expectativas, o que gera tensão com familiares, amigos e colegas, além de um grande sentimento de raiva.

Os tipos de perfeccionismo

A psicóloga americana, Mônica Ramirez Brasco, identifica dois tipos:
Intrínseco: Apresentam pouca auto-estima e confiança. Sentem que qualquer erro será terrível e que errando não contariam com o carinho e a aprovação dos outros. Nunca estão satisfeitos com eles mesmos.
Extrínseco: Não apresentam baixa auto-estima, porém não confiam nas habilidades ou capacidades dos outros e, por isso, não conseguem delegar. Exigem das pessoas a perfeição que eles procuram em si mesmos.

Características positivas dos perfeccionistas bem-sucedidos

São responsáveis, entusiastas, competentes e comprometidos.
Desenvolvem a polivalência, assumem vários papéis, sem prejudicar a qualidade. Esse é o pólo positivo e que realmente faz a diferença nas conquistas e no mercado de trabalho. O problema está no equilíbrio vital do comportamento do perfeccionista, nas situações, pois quando o limite de suas energias é ultrapassado aparecem prejuízos significativos para a saúde física e mental.

Características profissionais (www.betedelia.com.br)

Tendem a provar seu valor desempenhando-se melhor que todos os outros, ganhando o máximo de dinheiro, recebendo o máximo de reconhecimento, colecionando o máximo de prêmios. Suas vidas giram em torno de fazer coisas, que sejam completas e impecáveis sob todos os aspectos.
Tendem a concentrar suas energias em aperfeiçoar um único aspecto de suas vidas, negligenciando os demais: família, amigos, saúde e qualquer outra coisa que não esteja relacionada com os objetivos estabelecidos.
São bastante competitivos e orientados para a realização.
Tendem a serem impacientes, facilmente frustrados, pressionados pelo tempo, sempre indo de uma para outra atividade.
São motivados pela necessidade de provar a si mesmos aos outros que são pessoas de valor. E, geralmente, se voltam para fontes exteriores para supri-los do senso de valor que eles não são capazes de gerar em seu íntimo.
Possuem um padrão elevado demais, exigindo muito de si mesmos e fazendo com que o nível interno seja de frustração e não de nutrição. Como não aceitam o fracasso, evitam correr quaisquer tipos de risco, mesmo os necessários, e assim, reforçam seus medos e reduzem as chances de sucesso. Perfeccionismo pode dificultar a realização profissional

Para a consultora Maria de Lima (www.empregos.com.br), “muitas pessoas orgulham-se em dizer que são perfeccionistas, porque associam a característica à excelência”. Segundo a consultora, querer atingir a perfeição em tudo não é uma qualidade da qual alguém possa se vangloriar, pois o perfeccionismo está mais relacionado ao desejo de agradar os outros do que com a excelência. “E como é impossível satisfazer a todos, o perfeccionista torna-se frustrado, pois trabalha à exaustão e nunca atinge sua meta”, afirma Maria de Lima.

Para ela, estabelecer critérios pessoais de qualidade e trabalhar firme para atingi-los é até indispensável para a sobrevivência no competitivo mercado de trabalho de hoje. Diferentemente, o perfeccionista mantém a aspiração compulsiva de atingir um padrão de perfeição impossível. Ao estabelecer metas irreais e não conseguindo atingi-las, o sujeito se frustra, pois fica insatisfeito com seu desempenho e refaz tanto seu trabalho que desperdiça tempo e originalidade.

A pessoa perfeccionista acredita que só terá o respeito dos outros por meio de suas conquistas e não pelo que ela é. Necessita de aprovação constante dos outros, pois se tornar perfeito é a única maneira de evitar a crítica e ter a aprovação de chefes, colegas e familiares.

O perfeccionista confunde fazer o melhor que pode com o melhor que existe, levando para o lado pessoal algum fracasso na tentativa de atingir uma meta irreal. Não permite cometer erros, pois associa as falhas à derrota, arriscando-se menos e perdendo oportunidades de se aprender com seus erros.

Quando o perfeccionismo é doença: transtorno obsessivo-compulsivo de personalidade

Segundo o psiquiatra Geraldo Ballone ( http://www.psiqweb.med.br/persona/ persona2.html#obsessivo), os sujeitos com esse transtorno de personalidade apresentam um padrão generalizado de perfeccionismo e inflexibilidade. Apresentam comportamento rigoroso e disciplinado consigo e exigente com os outros. São pessoas que se preocupam com as normas, as regras, a organização e com os detalhes. Freqüentemente, são escravizados pelo simétrico, pelo limpo e pela ordem das coisas, desde a arrumação de seus pertences pessoais até a organização extremamente cuidadosa de coisas relacionadas à ocupação e profissão.

Para o psiquiatra, essas pessoas não suportam o que consideram como infração as suas próprias determinações de organização, por isso são inflexíveis consigo próprios e com os que lhes são mais próximo na observância de suas leis. “O exagerado perfeccionismo, a precisão meticulosa na arrumação das coisas e a constante repetitividade para que tudo saia da forma obsessivamente idealizada tornam estes indivíduos muito enfadonhos”, afirma Ballone.

Têm dificuldades quanto à empatia, em expressar sentimentos de ternura, compaixão e compreensão aos sentimentos e comportamentos dos outros.

Aspectos essenciais do transtorno obsessivo-compulsivo de personalidade (http://www.psicosite.com.br/tra/out/ personalidade.htm#obsessiva)

O perfeccionismo dificulta o cumprimento das tarefas, porque a pessoa detém-se nos detalhes, enquanto atrasa o essencial.
Insistência para que as outras pessoas façam as coisas a seu modo ou querer fazer tudo por achar que os outros não farão corretamente.
Excessiva devoção ao trabalho em detrimento das atividades de lazer.
Expressividade afetiva fria.
Comportamento rígido (não se acomoda ao comportamento dos outros) e insistência irracional (teimosia).
Excessivo apego a normas sociais em ocasiões de formalidade.
Relutância em desfazer-se de objetos por achar que serão úteis algum dia (mesmo sem valor sentimental).
Indecisão prejudicando seu próprio trabalho ou estudo.
Excessivamente consciencioso e escrupuloso em relação às normas sociais.

É Possível Mudar? Na terapia cognitivo-comportamental, o indivíduo perfeccionista compreenderá os motivos de seu comportamento e aprenderá a admitir que seu perfeccionismo, aquilo que considera uma qualidade, é escravização e está fundamentado na falta de autoconfiança.

Aprenderá também, a dar prioridades as suas atividades e a estabelecer metas mais realistas, baseadas em seu potencial e não em parâmetros inatingíveis, e ao realizar alguma atividade, possa fazê-la com o prazer de fazer bem feito, diferentemente de fazê-la com perfeição.

Reconhecerá que, muitas coisas e atividades só podem ser aprendidas através de erros e acertos, passará a acreditar no processo de aprendizagem em si, experimentando cada etapa, evitando apegar-se apenas ao resultado final.

Autor/ Fonte
Psicóloga Márcia Copetti
CRP-07/13277 fone 9701 9553
www.marciacopetti.com.br
contato@marciacopetti.com.br
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