-- Temas Acadêmicos de Psicologia --

- Aqui estão alguns Temas do mundo da psicologia,
que podem ser úteis para qualquer pessoa.



- Artigos:

-Acupuntura: Tratamento natural, milenar e científico.
-Alimentação: fracione, organize, equilibre!
-Ansiedade
-Ansiedade de Desempenho no Esporte
-Ansiedade de desempenho no vestibular
-Ansiedade e medo de dirigir
-Ansiedade e Terapia Cognitivo-Comportamental
-Assertividade
-Colecionismo
-Como iniciar uma conversação?
-Como lidar com a raiva
-Compulsão ao Jogo
-Depressão não é só Tristeza
-Disfunções Sexuais
-Efeitos das Emoções Positivas
-Felicidade
-Felicidade Autêntica
-Mas, o que é auto-estima?
-Medo de Voar de Avião
-Medo do tratamento Odontológico
-Nutricionista Adriana Lauffer
-O Medo de Errar
-Perdoar faz bem
-Perfeccionismo: escravidão pela perfeição e oposição à  frustração
-Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)
-Transtorno do Comer Compulsivo
-Tratamento do Tabagismo
 

- Artigos:

- >Medo do tratamento Odontológico -

->Segundo a dentista Lúcia Kfouri (www.saudetotal.com/publico/saude/smedente.htm), o tratamento dentário sempre causou muito medo às pessoas.

“O equipamento, os instrumentais, os aparelhos usados antigamente causavam, no mínimo, um desconforto grande ao paciente, isto, sem dizer na dor, propriamente. Não haviam agulhas descartáveis . As utilizadas precisavam ter grosso calibre para poderem suportar às diversas vezes em que eram desinfetadas. Ao se aplicar uma anestesia, portanto, com uma agulha destas, é evidente que se traumatizava mais do que o necessário. Para uma cavidade ser aberta, usava-se a caneta de baixa rotação e esta só funcionava bem sob pressão. Além da força, o paciente sentia também o trepidar até mesmo da cabeça toda. Um horror!”, afirma Lúcia Kfouri.

Um estudo, realizado pela Faculdade de Odontologia da USP, revela que ainda hoje, adultos têm medo ou ficam ansiosos quando vão ao dentista. A maior parte dos que sentem esse medo afirmam já ter vivenciado uma situação traumatizante relacionada ao tratamento odontológico. Os níveis de ansiedade e medo em pacientes que procuram atendimento odontológico de urgência são maiores do que na população em geral, pois tendem a esperar por atendimento até não agüentarem mais de dor. O medo reforça a sensação subjetiva da dor que contribui para a sensação de medo

O que define uma fobia e a diferencia da ansiedade "normal” é a presença da evitação, da esquiva paras escapar do mal-estar do estímulo fóbico e a acentuada ansiedade de antecipação, uma vez que, só de pensar em ir ao dentista as pessoas esse medo apresentam intenso sofrimento. Entre os estímulos fóbicos mencionados pelos pacientes pode-se citar a anestesia, vibração do motor, medo de injeção, sangue, odor característico de materiais, roupa branca do dentista.

A ansiedade (medo) é inerente ao ser humano, é uma reação psicofisiológica de alerta frente a algum perigo ou ameaça. Ela pode ser normal ou patológica, leve ou grave, prejudicial ou benéfica, episódica ou persistente, causada orgânica ou psicologicamente, podendo afetar ou não a percepção e a memória. É uma resposta a uma ameaça desconhecida, interna, vaga ou de origem conflituosa. É uma sensação difusa e por vezes, vaga de apreensão, podendo ser acompanhada por uma ou mais sensações somáticas, tais como inquietação, perspiração, aperto no tórax, desconforto abdominal, aceleração cardíaca e ou respiratória, necessidade de evacuar e urgência urinária. Quando considerada apenas como um sinal de alerta, a ansiedade tem qualidades de preservação da vida, proporcionando a evitação de danos, alertando o sujeito quanto às ações, preventivas ou não, frente aos perigos.

Os distúrbios de ansiedade são conseqüências das estratégias de sobrevivência - em uma avaliação cognitiva de perigo o corpo se prepara, através do sistema nervoso autônomo, para: luta, fuga, paralisação ou desmaio. Essa preparação é envolvida pela aceleração dos batimentos cardíacos, a fim de elevar o fluxo de oxigênio corporal, pelo aumento da transpiração para esfriar o corpo e pela resposta de tensão muscular para preparar a ação. São sensações normais e esperadas quando o indivíduo se vê à frente de uma ameaça real. Um sujeito com transtornos de ansiedade sofre a ansiedade e tem as reações psicológicas que a acompanham, mesmo quando não se depara com uma ameaça objetiva; podendo o indivíduo perceber situações inócuas como perigosas, além de subestimar sua própria capacidade de interpretação e, conseqüentemente, de ação.

A pessoa ansiosa cria imagens fortes o suficiente para induzir sintomas fisiológicos de ansiedade. Esses sintomas propiciam a inibição ou a interferência de suas estratégias de enfrentamento, levando o sujeito a subestimar seus recursos pessoais para lidar com as situações consideradas perigosas. Na distorção dos acontecimentos inofensivos, o sujeito ansioso exagera o potencial de dano (no caso, como se não pudesse suportar o tratamento e/ou a dor) e tem pensamentos ou imagens recorrentes de prejuízo físico ou psicológico.

Então, o medo do tratamento odontológico é irracional e percebido pelo próprio indivíduo como exagerado e desproporcional, mas que, quando diante da situação temida, não consegue deixar de sentir.

A Psicologia cognitivo-comportamental propõe a hipótese de que nossas emoções e comportamentos são influenciados pela maneira de como percebemos e interpretamos os eventos; propõe ainda, que o pensamento disfuncional ou distorcido seja comumente apresentado nos distúrbios psicológicos.

Através das técnicas da terapia cognitivo-comportamental (TCC), as crenças não verdadeiras e os pensamentos distorcidos em relação ao tratamento odontológico e ao medo de dentista podem ser modificados pelo acesso a pensamentos mais lógicos e realistas, desenvolvendo-se novas crenças, facilitando a mudança psicológica e comportamental. Outras técnicas da TCC propiciam aprendizagens determinantes para superar o medo. Aprende-se, por exemplo, a suportar a dor e perceber que nem todo procedimento odontológico causa dor e os que causam, como a picada da agulha da anestesia, são suportáveis e nem tanto dolorosas como se imagina.

Vale salientar também, que cabe ao dentista, compreender seu cliente como ser humano completo, pois sempre estará tratando de uma parte de um todo e não é apenas uma região com necessidade terapêutica. Ao ser atendido de forma mais tranqüila e humana, o paciente torna-se mais cooperativo. O dentista não pode ignorar a parte emocional dos pacientes, a qual é fundamental para o diagnóstico e tratamento odontológico. Aumentar o vínculo afetivo entre profissional e paciente é vital para o bom andamento do tratamento odontológico, pois uma atitude empática do dentista, seu respeito às queixas e sentimentos do paciente e pela explicação clara dos procedimentos que serão realizados pode minimizar e até suprimir o medo que o paciente tem. Outras estratégias podem contornar o medo do tratamento odontológico: técnicas de relaxamento e respiração, de distração e conversas sobre temas amenos.
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Autor/ Fonte
Psicóloga Márcia Copetti
CRP-07/13277 fone 9701 9553
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